Violência contra manifestantes pode, dependendo de quem se manifesta.

A opinião dos congressistas e dos governos em relação às manifestações populares é algo por demais oportunista. Enquanto São Paulo propõe uma lei que impede o uso de balas de borracha contra os black blocks (leia-se: vândalos ou baderneiros), uma idosa é retirada à força das galerias do Congresso Nacional.

Ela estava se manifestando contra a aprovação do PL 36, por meio do qual o Palácio do Planalto pretende rasgar a lei de responsabilidade fiscal.

 

Essa senhora idosa e frágil representa mais perigo para os congressistas do que os vândalos que ocupam as ruas, destroem o patrimônio público e põem fogo em ônibus? Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/12/1557932-votacao-no-congresso-expoe-insatisfacoes-com-o-planalto.shtml. Acesso em: 5 dez. 2014.

 

 

Os vândalos dispuseram-se a depredar o patrimônio público e privado por causa de R$0,20 no preço da passagem de ônibus. Nenhum, contudo, animou-se a sair às ruas por causa do rombo nas cotas do Governo Federal. Nem mesmo o fato de a presidente oferecer 780 mil pelo voto dos congressistas sensibilizou os “jovens manifestantes”. Será que eles pensam que o aumento da passagem significa rombo maior que o superávit fiscal? Serão assim tão ignorantes ou será que foram para as ruas comprados, como o foi a base aliada?

Apesar de sua postura agressiva e subversiva, os autointitulados black blocks encontram, nos políticos, apoio e proteção. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/06/1470872-manifestantes-seguem-em-direcao-ao-maracana-no-rio.shtml. Acesso em: 5 dez. 2014.