Criadores e criaturas

Na literatura policial, muitas personagens tornaram-se tão célebres quanto os escritores que as criaram. Não se negam os méritos do autor; pois a perenidade da personagem é prova de sua própria genialidade. Contudo, o leitor está mais próximo do ser em ação do que da mente que a arquitetou. Por isso, conhece melhor a criatura do que o criador. Desenvolve, com ela, uma intimidade e uma interlocução tal que lhe permite criar fundadas expectativas sobre suas ações, vibrar com suas façanhas e sofrer com seus martírios.

Em alguns casos, o ente ficcional foi tão marcante que o autor temeu perder seus brios literários – exemplo supremo disso é o fato de Conan Doyle ter dado fim a Sherlock Holmes na esperança de que suas outras obras adquirissem visibilidade. Foi obrigado a ressuscitá-lo algumas obras depois, devido a questões financeiras e ao apelo do público. O leitor agradeceu erigindo o detetive inglês ao rol das personagens de ficção mundialmente conhecidas.

Não só os heróis-detetives, mas também diversos vilões tornaram-se inesquecíveis pelas crueldades que perpetraram contra suas vítimas e pelos arrepios que provocaram no leitor: Raskolnicov, Moriate, Hannibal Letter.

Conheça os célebres criadores e as inesquecíveis criaturas do universo da literatura policial.

 

A

Agatha Christie

Anibal Costa

August Dupin

C

Conan Doyle

D

Doutor Watson

E

Edgar Allan Poe

Edgar Wallace

Eugène Vidocq

G

G. K. Chesterton

H

Hannibal Letter

Hercules Poirot

M

Marcos Rey

P

Padre Brown

R

Rubem Fonseca

S

Sherlock Holmes

V

Van Dine

Z

Zadig

 

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